O finalista argentino da Copa Libertadores já está definido: é o River Plate, que aguarda o rival brasileiro resultante do confronto entre Flamengo e Grêmio marcado para quarta-feira (23), às 21h30, no Maracanã.


Atual campeão, o River chega à segunda decisão consecutiva com moral de ter superado de novo o arquirrival Boca Juniors, vice em 2018. No clássico desta terça (22), a derrota por 1x0 na Bombonera foi suficiente graças à vitória por 2x0 no jogo de ida, no Monumental de Núñez.


Será a sétima final da história do tetracampeão River, que iguala Independiente e Olimpia no quesito - só o Boca, 11 vezes, e o Peñarol, 10, chegaram mais. A decisão deste ano será em partida única, dia 23 de novembro, em Santiago, capital chilena.


Flamengo ou Grêmio que não se engane: o River visto na Bombonera passa longe do que levou a equipe treinada por Marcelo Gallardo a construir a soberania atual. O time chega à terceira final de Libertadores nas últimas cinco edições, tendo sido campeão em 2015 e no ano passado.


É que o Boca, na sua Bombonera lotada e pulsante como de hábito, encurralou o rival no primeiro tempo, na raça e na imposição física balanceadas pela qualidade de Tévez para armar jogadas que paravam nos cruzamentos quase sempre errados do lateral direito Buffarini, ex-São Paulo. Quando acertou, Salvio cabeceou livre, para fora.


A pressão do time da casa deu o tom do 2º tempo também. E apesar de ter exigido pouco do goleiro Armani, o Boca chegou ao gol aos 34 minutos com Hurtado, venezuelano de 19 anos que escorou passe de cabeça de Lisandro López e furada de Zárate após cobrança de falta.


Na base das faltas cruzadas na área, o Boca lutou até o fim e teve chance de conseguir o empate, mas o River resistiu e, mesmo sem a bola nos pés, ficou com a vaga nas mãos.

 

Correio 24horas