O sexto lugar nas Eliminatórias, herança da segunda Era Dunga, nunca pareceu adequado ao potencial da seleção brasileira. E isso fica mais claro a cada partida sob o comando de Tite. A vitória sobre a Venezuela por 2 a 0, nesta terça-feira, alçou a equipe à liderança da competição, já que o Uruguai ficou apenas no empate (2 a 2) com a Colômbia.

Salta aos olhos a diferença entre esta seleção e a que era comandada por Dunga, tanto em relação ao desempenho quanto aos resultados. Com o capitão do tetra, foram nove pontos conquistados em seis jogos. Tite precisou de apenas quatro rodadas para somar 12, fazer igual número de gols e sofrer apenas um.

 

O adversário desta terça-feira era o pior da América do Sul, sequer havia vencido nestas Eliminatórias. Mas o Brasil não encontrou a mesma facilidade que teve contra a Bolívia, na quinta-feira. Se o campo encharcado por causa da chuva restringiu a desenvoltura ofensiva da equipe, não prejudicou o desempenho defensivo brasileiro.

 

Um erro na saída de bola do goleiro Hernández permitiu que Gabriel Jesus abrisse o placar com um belíssimo toque por cobertura, aos 7 minutos. No segundo tempo, Willian fechou o marcador.

 

Sem muita qualidade técnica para ameaçar a seleção, a Venezuela foi perigosa em lances isolados, a maioria deles concentrados na reta final do jogo, após um apagão paralisar a partida. Tite resolveu o problema ao colocar Giuliano em campo.

 


E, enquanto o Brasil segue em ascensão, a Argentina despenca na tabela. Perdeu por 1 a 0 para o Paraguai, em casa. Já o Chile se recuperou ao derrotar o Peru em Santiago (2 a 1). Bolívia e Equador, que se enfrentaram em La Paz, ficaram no 2 a 2.

 

A próxima rodada das Eliminatórias acontece apenas no dia 10 de novembro e reserva à seleção brasileira o clássico com a Argentina.

 

O Globo