O Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe) iniciou, na manhã de hoje, 29, a transferência dos presos que estavam em delegacias da Polícia Civil para a Cadeia Pública Territorial de Estância Tabelião Filadelfo Luiz da Costa. Nessa primeira fase, seguiram para unidade 90 presos, que antes passaram por exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).


O trabalho de transferência está sendo feito num trabalho conjunto entre a Secretaria de Justiça e Defesa do Consumidor (Sejuc) e Secretaria de Segurança Pública (SSP). Os presos estão em três ônibus e seguiram para Estância sob forte escolta da SSP e do Grupo de Operações Penitenciárias (Gope), vinculado ao Desipe.


O diretor do Desipe, Agenildo Júnior, explicou que, cumprindo determinação do secretário de Justiça, Antônio Hora Filho, estão sendo transferidos para a unidade de Estância presos de média e baixa periculosidade e também aqueles, cujos familiares, residem em Estância e região. Isso porque, quanto mais próximo da família ficar o interno, melhores são as chances deles se reintegrarem à sociedade.


Os internos que estão indo para a Cadeia Territorial de Estância são provisórios, ou seja, eles ainda não foram julgados pelos delitos cometidos. Na segunda-feira à noite, logo após a inauguração, 40 internos que ocupavam o Complexo Penitenciário Advogado Antônio Jacinto Filho (Compajaf) já foram levados para a cadeia territorial. Amanhã, quarta-feira, outros internos de delegacias serão transferidos.


Para o coordenador de delegacias da capital, André Baronto, essas transferências de presos são frutos de um diálogo entre as secretarias de Justiça e Segurança Pública, justamente, para que diminua a população de presos em delegacias e a polícia pode seguir no seu serviço de investigação. Nessa primeira transferência os presos estavam nas 1ª, 2ª e 4ª Delegacias Metropolitanas.


Pouco antes de irem para a nova unidade prisional, os presos foram submetidos a exames de corpo de delito. Segundo o diretor do IML, José Aparecido Cardoso, nesse exame é observado se o interno tem algum ferimento ou escoriação. “Muitas vezes, a escoriação ocorre antes mesmo de o cidadão ser preso e isso precisa ficar documentado”, disse o diretor que conta com outros dois médicos para os trabalhos.

 

ASCOM