As ações da Polícia Federal, Ministério Público e do Judiciário seja ele de primeira ou última instância, como o STF, tem trazido a baila o debate nas redes sociais, meios de  comunicação tradicionais como o Rádio e TV e nos lares dos  brasileiros, se a motivação das decisões, tanto nas investigações policiais, denúncias do MP e as sentenças proferidas pelo judiciário, se possuem e estão estas, fundadas em interesse político, em outras palavras, estaria acontecendo a partidarização ou politização das decisões nos referidos Órgãos.

Tal questionamento vem principalmente da classe política e mais de perto dos militantes dos cargos públicos que viciados no atalho para o enriquecimento sem causa, ficam enfurecidos, vendo os seus líderes  processados, alguns já condenados como Cunha e Lula e outros  com denúncias contra si, como Geddel, Serra, Loures,  Aécio e tantos outros. 

 

Importante aqui frisar, que  a grande maioria de autoridades destas instâncias em nível superior, tiveram seus nomes indicados ou escolhidos em listas que depois  de sabatinados pelo Congresso foram referendados pelo poder Executivo, por intermédio do presidente da República em exercício. 

 

Embora tal fato aconteça e estando a composição do STF e TSE ultimamente, nesses quinze anos, sob a influência e indicação de LULA, DILMA e agora TEMER, por incrível que pareça, o primeiro já foi condenado, a segunda sofreu um impeachment  e o terceiro na mira de denúncias por vir e de uma possível cassação do seu mandato, caso haja  autorização do plenário da Câmara Federal em 02 de agosto próximo ou outras que estão por vir.

 

Se infere pelas razões acima expostas, que mesmo sendo membros indicados como na Polícia Federal e escolhidos de listas, no caso do STF  e TSE, não deixaram  de denunciar ou julgar, condenando ou absolvendo. 

 

Pedir ou solicitar um atestado ideológico de tais julgadores ou autoridades policiais, se simpatizantes da esquerda, centro ou direta, e se suas decisões estão carreadas de motivação política, é próprio das ditaduras e isso seria o fim de tais Órgãos e o povo brasileiro estaria a mercê desses larápios e ladrões do Erário.

 

O  fomento das políticas sociais que benefícios trouxeram para classe dos mais humildes, se exauriu, não haverá a curto ou médio prazo espaço para mais concessões ou benesses sociais, seja lá para quem assumir os novos mandatos, o discurso de mais concessões é puro engôdo, enganação e a compra de votos nas campanhas eleitorais ou dentro do Congresso pela liberação de Emendas, têm seus dias contados, a sociedade embora ainda distante sinaliza na exigência da ética e da transparência das ações politicas com a colaboração fundamental dos Órgãos aqui mencionados.

 

Se tais órgãos sofrem alguma influência ideológica, estaria  caracterizada esta, no momento em foram escolhidos e referendados pelos próprios políticos condenados , cassados ou denunciados, pelo trâmite que percorre, tanto no Legislativo como no Executivo.

 

O ideal mesmo, seria que todos ali, já investidos e efetivados em suas funções por  concurso público, na mais alta esfera do Órgão ou  Poder a quem pertencem, fossem escolhidos por seus pares.

 

Por: ANTONIO BARBOSA, advogado formado pela UFS

Colunista do portal Gazeta de Estância