Os técnicos quando entrevistados usam hoje as duas palavras mágicas COMPACTAÇÃO E TRANSIÇÃO como se fossem a grande estratégia para se tornarem vencedores. O modismo dessas palavras é uma espécie de banalidade nas entrevistas concedidas por quase cem por cento dos profissionais da área esportiva.


E o que dizer dos cursos preparatórios para a qualificação profissional em respeito ao conteúdo e o grau de consistência para o sucesso na profissão?


Segundo Renato Gaúcho e Zico não precisam dessa preparação. Renato tem hoje o comando do Grêmio que junto ao Corinthians possuem os dois melhores times do Brasil. E onde estudou Carile? Bastou o estágio com Tite? Não esquecendo dos vários fracassos de Renato em passagens por diversos clubes e muitos davam por encerrada a sua carreira de técnico.


Já Zico só se dar bem como técnico no Japão, Ásia e na Turquia, não arrisca em ser técnico no Brasil. Qual a razão? Talvez, agora mais do que nunca, se mire no exemplo de Rogério do São Paulo. A imagem do ídolo junto a torcida e ao clube pode sair bem abalada. E nesse caso é melhor mesmo não arriscar.


Além de Zico, temos Falcão, Maradona como exemplo de grandes craques mundiais e verdadeiros fracassos como técnicos, se fosse pelo curriculum de atleta seriam os melhores técnicos do mundo. Porém, as exceções existem, como o fenomenal Zidane que é um conquistador de títulos pelo atual Real Madrid.


Outro ponto questionado é se a idade dos técnicos os tornam mão de obra com data de validade vencida.


Até recentemente, Vanderlei Luxemburgo, reconhecido pela grande maioria dos jogadores brasileiros como o mais competente com quem já trabalharam e foi um grande vencedor, ontem, estava velho, precisava de uma reciclagem, hoje, em poucos meses coloca o Sport em posição de destaque no campeonato nacional da primeira divisão.


Na Europa diversos técnicos acima de sessenta anos brilham e perduram em seus clubes por mais até de dez anos no comando da equipe que dirigem, aqui no Brasil perdeu três seguidas, tá fora.


Recentemente tivemos uma vítima, Zé Ricardo no flamengo com quase 70 por cento de aproveitamento que esteve a frente do time da gávea, perdeu algumas partidas seguidas e perdeu o posto no dia que abriu mão das suas convicções, foi atender pedido da torcida jogando sem os chamados volantes na proteção da zaga, foi a gota da água. Demissão na hora.


Fica aí um assunto para um bom debate para quem admira e gosta de futebol.


Por Antônio Barbosa