1. Desde quando foi vaiado estrondosamente pelo povo do sertão no momento da visita de Lula a Sergipe, o governador Jackson Barreto, escolheu um algoz: o Sintese. Ao invés de reconhecer a desaprovação ao seu governo pelo povo sergipano e tentar redirecioná-lo, Jackson ataca o sindicato como se só isso fosse dar fôlego pra que ele siga arrastando ao caos o governo de Sergipe.

2. No mesmo dia que Lula deixou Sergipe, Jackson enviou para Alese projetos de Lei que criam previdência complementar, teto salarial para os servidores, e propõe a fusão do Finanprev e Funprev. Uma fusão por si só, sem novos recursos adicionais. Uma tentativa de ter um fôlego até o final do seu governo para pagar aposentados dentro do mês, e doravante, ter-se o caos instalado em Sergipe com os dois fundos previdenciários quebrados.

 

3. A direção do Sintese ao ser informado, pela deputada Ana Lúcia, do ocorrido tratou de mobilizar os professores, assim como a CUT os demais trabalhadores para resistirem à fusão sem que houvesse capitalização. Levamos dados, um estudo sério feita pela professora doutora, da UFRJ, Mireli Malaguti, em que demonstrava a viabilidade da fusão desde que houvesse capitalização dos fundos, sobretudo com recursos da dívida ativa do estado e dos royalties do petróleo, inclusive do pré-sal.

 

4. Sem conseguir convencer os deputados e os presentes sobre a aprovação da fusão dos fundos sem capitalização, e contando histórias em tom de sarcasmos, o deputado Francisco Gualberto quis se vitimizar, de forma patética, informando que uma professora aposentada presente na plenária desejava sua morte. Foi o artifício para Gualberto taxar o Sintese de “Escola do Mal” e usar a morte do governador Déda para dar vazão ao seu ódio. Esqueceu-se Gualberto que quem tentou agredir de forma violenta uma pessoa, foi o próprio, no "episódio do facão".

 

5. Aliás, Francisco Gualberto toda vez que lhe faltam argumentos traz a público debates rasteiros, torpes, usando a figura de pessoas já falecidas, assim como ocorreu na terça-feira, dia 30, ao citar o nome do companheiro José Ananias em uma entrevista numa emissora de rádio. Ananias foi um professor militante, chegou a ser vice-presidente do Sintese, teve uma história de luta e de retidão. Gualberto, assim, se pôs a mentir sobre um episódio que envolvia assessoria de seu gabinete, coisa de chocar a todos que conheceram Ananias. A torpeza desse cidadão é tão brutal, que não poupou alguém que já não está mais entre nós, e não pode se defender.

 

6. Rendidos aos estudos feitos pelo Sintese, defendido bravamente pela Deputada Ana Lúcia, e encurralado pela conjuntura, o governador Jackson Barreto e o deputado Francisco Gualberto já anunciam a capitalização do Finanprev, justamente com parte das propostas apresentadas pelo Sintese, mas, obviamente, não faria isso sem antes taxar o Sintese de nazista e a deputada Ana Lúcia de oportunista e falsa revolucionária. A história do Sintese e da deputada Ana Lúcia se assemelham. São de destemor, de força , de propostas, de estudos, de garra, de luta por uma sociedade justa e igualitária. Os dois orgulham Sergipe, enquanto o governador Jackson recebe vaias e Gualberto se esconde do povo.

 

7. Queremos aposentados recebendo dignamente seus salários, apresentamos as saídas. Queremos todos os professores recebendo piso salarial conforme a lei, obedecendo a carreira, apresentamos as propostas. Queremos nossos estudantes tratados com dignidade, escolas melhores, educação de qualidade, apresentamos um projeto de escola democrática e popular.

 

8. O Sintese e a luta da deputada Ana Lúcia ficarão na história porque não se renderam ao autoritarismo, à soberba nem às facilidades do poder. Ao governo Jackson, que reveja seus caminhos, priorize o povo, negocie com os trabalhadores, redima-se de ter ajudado o golpe. Ao deputado Francisco Gualberto, a história nos seus anais vai mostrar que o seu mote histórico de campanha mudou: de “um operário na vida deles (os burgueses)”, e passou a ser “um deputado deles na nossa vida”. O senhor escolheu seu lado, e nós estaremos do lado de cá, onde a classe trabalhadora prepara e organiza a próxima batalha.


Direção Executiva do Sintese