O Tribunal de Contas do Estado de Sergipe sediou o Simpósio “Drogas, Políticas Públicas e Direitos dos Dependentes Químicos”, na manhã e tarde desta sexta-feira, 27, no auditório do Tribunal, com a participação do prefeito de São Paulo, João Doria e outros palestrantes. O evento foi realizado pelo Instituto Voz Brasil e Livres Mentes, com o apoio do TCE.

Primeiro palestrante, o prefeito João Doria discursou a respeito das Políticas Públicas sobre Drogas que vem realizando na capital paulista, com destaque na área da “Cracolândia”, que contava com quase mil dependentes instalados naquela região. O prefeito pontuou quatro ações tomadas: medicinal, policial, educacional e social. Citou estatísticas como as 343 mil abordagens de dependentes químicos, 42 mil atendimentos, mais de dois tratamentos e quase duas mil internações, através de 200 profissionais da prefeitura, divididos em 37 equipes.

 

O gestor paulista contou que a ação policial foi importante porque na “Cracolândia” havia muitos traficantes e que no dia 21 de maio, quando ocorreu a ação para tomada do local, foram presos 50 deles, inclusive um chefe do tráfico. Para isso, através da ação conjunta da polícia, a área foi monitorada por dois meses, inclusive, com drones que captavam imagens durante 12 horas. No final da ação, foram apreendidas 110 armas e 120 kd de drogas.

 

Hoje já são 200 armas apreendidas e 400 kg de drogas. Houve ainda o uso de um aplicativo de celular para identificar pessoas perdidas, que muitas estavam na dependência química.


No aspecto social, falou sobre a importância do projeto “Atende”, que conta com quatro unidades para acolher, dar alimentação, oferecer atividades físicas e musicais. Ao todo, segundo o prefeito, houve mais de 200 mil acolhimentos. Ele destacou também a importância da revitalização do espaço público, das campanhas educativas e participação da família na recuperação do dependente químico.


“Os pais não podem abandonar o dependente, precisam conversar com eles, dar amor, afeto para que eles possam abandonar as drogas. A religião também ajuda na recuperação... O acolhimento é o melhor caminho”, finalizou o prefeito, que ao encerrar a palestra recebeu um livro sobre a medalha do mérito Aperipê e outro de imagens intitulado “Do litoral ao sertão sergipano”.


Demais palestras

 

Pela manhã, houve ainda palestras sobre Dependência Química e dependências, auto cura e busca de plenitude, com a psicóloga Leda Nóbile e Maria Tereza Barreto; e Direito dos dependentes químicos, com o advogado, co-realizador do evento e presidente do Instituto Voz Brasil, Rodrigo Pereira Vasco e Osvaldo Resende.


À tarde, foram mais quatro palestras: Desafios de Políticas Públicas sobre drogas no Brasil (em vídeo), com Osmar Terra; O papel das comunidades terapêuticas na Rede de Atenção Psicossocial, com Juliano Pereira Santos e o co-realizador do evento e diretor do Centro Terapêutico Recomeçar e da Mentes Livres, Jorge Augusto Gomide; Ações da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, com o diretor da Senad, Clovis Eduardo Benevides; e A importância da família no tratamento da dependência química, com Ronaldo Luiz Rissetto, da Coordenadoria de Políticas Públicas sobre Drogas da cidade de São Paulo.


No simpósio, estiveram personalidades como os conselheiros do TCE/SE, Carlos Pinna, Carlos Alberto Sobral e Susana Azevedo; o procurador geral do Ministério Público de Contas, João Augusto dos Anjos Bandeira de Mello; o presidente em exercício do Tribunal de Justiça de Sergipe, desembargador Rui Pinheiro; o secretário de Estado da Cultura, João Augusto Gama, representando o governador Jackson Barreto; o senador Eduardo Amorim; o deputado estadual Capitão Samuel, representando o presidente da Assembleia Legislativa de Sergipe; o empresário Albano Franco e o presidente da Academia Sergipana de Letras, José Anderson do Nascimento.

 

TCE