O partido terá candidatura própria para o Governo do Estado em 2018, mas o debate interno permanece aberto com a indicação de Márcio Souza e Sonia Meire.

Carlito Lemos - Foto Walisson Jardim
Ontem (5), a militância do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) se reuniu na sede do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da UFS, no Bairro Rosa Elze, em São Cristóvão, para realizar o VI Congresso Estadual da legenda e deliberar sobre assuntos como a realidade política do estado, o programa partidário que será apresentado para os sergipanos nos próximos anos, a tática eleitoral para 2018 e eleger uma nova direção.


Ao final dos debates, o partido reafirmou a sua posição no campo da oposição de esquerda aos governos do presidente Michel Temer e Jackson Barreto, ambos do PMDB, demarcando posição contrária ao processo político nacional e local de retirada de direitos dos trabalhadores, através das propostas que tramitam no Congresso Nacional de reforma trabalhista, reforma da previdência e ataques ao funcionalismo público estadual.


No documento síntese dos debates, o PSOL afirma que “nas mãos de Jackson, a saúde e educação são cada vez mais precarizadas, todo o funcionalismo público estadual tem sido massacrado com cortes e parcelamentos de salários e decisões administrativas unilaterais. Além de crescer vertiginosamente uma crise social com a queda do PIB em 10% nos últimos dois anos, o aumento do desemprego que chega ao patamar absurdo de 15% e a dívida corrente líquida, hoje, correspondente a 60%, segundo dados do Anuário Socioeconômico de Sergipe”.


E, para enfrentar esse cenário, a militância reelegeu Carlito Lemos, líder sindical, como presidente do partido para o ano de 2018 e a jovem militante feminista Agatha Cristie para o ano de 2019. Juntos eles terão o desafio de fazer a legenda crescer em todo o estado, eleger o seu primeiro mandato e se afirmar como alternativa no campo da esquerda sergipana.


“O PSOL é um partido com independência política e financeira, comprometido com a transformação social e sempre se coloca ao lado de todos que lutam contra as injustiças sociais. Acreditamos que isso dá ao nosso partido a credibilidade necessária para se afirmar como alternativa aos partidos da direita e ao PT. Nesse sentido, nós queremos enraizar nosso trabalho onde a população mais sofre e contribuir com a auto-organização dessas pessoas para lutar por moradia digna, acesso à água potável, infraestrutura, entre outras questões”, afirma o presidente Carlito Lemos.


Eleição 2018


No cenário em que já se apresentam as possíveis candidaturas ao Governo do Estado do deputado federal André Moura (PSC), senador Eduardo Amorim (PSDB), Valadares (PSB), Belivaldo Chagas, Mendonça Prado, e ainda o ex-vereador Dr. Emerson, o PSOL entendeu ser necessário apresentar candidatura própria e independente, mas não concluiu os debates internos, aprovando um calendário de prévias para definir sua pré-candidatura. Até o momento, foram indicados Márcio Souza, ex-candidato a prefeito de Estância que conquistou 27,06% do eleitorado no último pleito, e a professora Sônia Meire, ex-candidata ao governo e a prefeitura da capital.

 

A militante transfeminista Linda Brasil e a poetisa Josineide Dantas também saem do congresso com suas pré-candidaturas ao legislativo estadual confirmadas, e a militância esperançosa em eleger o primeiro mandato do partido no estado. O PSOL segue com a política de alianças restrita aos partidos de esquerda, acredita na reorganização desse campo político e aposta nos deslocamentos de outros setores da esquerda para fortalecer o projeto 2018.

 

Diretório Estadual do PSOL