Rebocado, se não for

Dois sergipanos de Itabaiana se mandaram, numa Kombi, para o acampamento do PT, em Curitiba, e por lá passarão o mês de maio. O deputado gaúcho, Paulo Pimenta (PT/RS) surpreso e alegre com as suas presenças, disse que se Lula for solto será conduzido na referida Van, caso eles ainda estejam por lá. Depois de tanto tempo preso, solto, ser levado numa Kombi, é dose! O ditado “pimenta no dos outros é refresco” cabe muito bem, nessa viagem.


Desproporcionalidade


O Brasil é, realmente, o país dos extremos e das desproporcionalidades. Em meio às discussões sobre a impunidade, suas motivações, consequências e implicâncias, a exemplo do funesto “Foro Privilegiado”, eis que, verifica-se que há uma enorme discrepância entre determinadas penas aplicadas aos crimes praticados. Exemplo gritante dessa disparidade reside na diferença entre a compra de votos e a falsificação de medicamentos e cosméticos.


Desproporcionalidade 2


Quem for flagrado, na campanha, carregando R$ 100 mil para comprar votos pode pegar, apenas, 4 anos, com direito a uma redução significativa convertida para pena alternativa. Já quem falsificar um batom pode passar 10 anos atrás das grades. Literalmente, comprar votos é o tipo do crime que não deixa “batom na cueca”.


Sapateira


A candidata a presidência da república, Vera Lucia (PSOL), revelou, durante entrevista ao radialista André Barros, que é sapateira. Orgulha-se da profissão artesanal voltada para a camada mais carente que sempre recorre a este ofício para recuperar sapatos. Se eleita, promete fazer um Brasil Novo, sem meia-sola, literalmente.


Dona Diná


A primeira dama do município de Tobias Barreto, Valdiná Almeida (Diná), será mesmo candidata a deputada estadual, pelo PODEMOS. Neste caso, a visão futurista é do prefeito Diógenes Almeida, que acredita no seu potencial. Ex-secretária municipal de Assistência Social, Diná está bem cotada na previsão dos analistas políticos.


Insatisfeito


O empresário José Carlos Machado, pré-candidato a deputado federal, não está lá muito satisfeito com os cardeais do seu agrupamento político. Avalia que está sendo preterido por cristãos novos que acabaram de fazer a primeira comunhão na sua paróquia.


Velha estória


Há um ditado que diz que “nem todo voto é comprado, mas todo mundo compra voto”. De uma forma ou de outra, pode ser. Também é fato que neste período há muita reclamação, neste sentido. O senador Valadares espalhou nas redes sociais que um tal de “Mister Money” está assediando, sem cerimônia, com dinheiro vivo. Na política, o mundo é dos mais vivos ou de quem tem mais “vivo”.


Urubu no entulho


Na remoção dos entulhos do edifício que desabou, em São Paulo, descobriu-se o que muita gente já desconfiava. Por trás das “ocupações” existem pessoas cobrando aluguel dos pobres coitados. A forma de pagamento pode ser em dinheiro, em manifestações de rua ou na eleição de seus candidatos. No fundo, esses “líderes” levam alguma vantagem.


Fedentina


Essa podridão descoberta em São Paulo, certamente, pode estar sendo exalada em outros pontos do país, uma vez que o “modus operandi” é tal e qual. O caso merece ser investigado de forma criteriosa. Alguém tem que defender os pobres, de fato e de direito.


Não somos Vasco


O Partido dos Trabalhadores mandou telegrama para Belivaldo Chagas rejeitando, de forma clara, qualquer possibilidade de aceitar a condição de vice, na chapa majoritária. O PT começa a desenhar o seu caminho para o senado, com ou sem o bloco atual. Há uma corrente que defende até candidatura própria ao Governo.


Finalmente


Até que enfim o senador Eduardo Amorim (PSDB) resolveu anunciar, pra valer, que será candidato ao Governo. Entretanto, a data ainda não está definida. Sabe-se, apenas, que será neste mês de maio e poderá ter Valmir de Francisquinho e os Teles de Mendonça na mesma “boléia”.

 

Por: César Cabral - 48ª Edição da Coluna na Gazeta de Estância
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