Depois que Belivaldo Chagas exonerou Almeida Lima, da Saúde, no início da semana, Sergipe tem revivido o tempo do velho oeste norte-americano protagonizado pelo intenso “tiroteio” entre os dois nas emissoras de rádio e nos quatro cantos do Estado.

As trocas de farpas estão expondo todas as feridas de um Governo que atingiu baixíssimos índices de aceitação, principalmente pela ineficiência da saúde pública e da segurança. As acusações feitas pelos dois alimentam o discurso da oposição e dá motivos, de sobra, para ações na Justiça, caso assim entendam os membros do Ministério Público estadual e federal. Sair atirando não é bom, nunca foi. E desse jeito, então, alguma bala perdida sempre ricocheteia e pode ser fatal. Para ambos.

 

Meio sem destino

 

O PSB está procurando um caminho desde que o ex-ministro Joaquim Barbosa desistiu de ser candidato à presidência da republico. Com o candidato togado, os socialistas teriam novas perspectivas, inclusive, nas eleições estaduais. Agora a história é outra: muitos parceiros desapareceram. Os socialistas vão ter que remar, muito.

 

Não é novidade

 

Jackson Barreto reclamou da forma como o PRB deixou o Governo, faltando pouco tempo para as eleições. JB citou que o partido ocupou cargos o tempo todo e, agora, deu no pé. Essa história sempre acontece na política brasileira. Toda eleição é sempre assim. Quem não se lembra do famoso “pula-pula” constante? Estranho mesmo é Jackson estranhar.

 

Cadê a fidelidade?

 

Muito se fala em reforma política e pouca coisa se faz nesse sentido. Os próprios políticos, que sentem na pele, pouco ou quase nada fazem para por “moral” nos pleitos eleitorais. O que se vê, a cada eleição, é um tal de cada um por si e Deus por todos eles. As alianças são costuradas, mas sempre tem liderança que faz um “serviço” por fora. É muito comum essa mistura, sem cerimônia. Então, que siga o cortejo…

 

Explicitamente

 

O PRB, ao deixar o Governo, deixa por lá alguns filiados. Nem todos acompanham o evangelho dos Pastores Heleno e Jony. Ivan Leite e o deputado Jairo de Glória, por exemplo, devem votar em Belivaldo Chagas. Essa é a tendência.

 

Fila da sofrência

 

O eleitor teve 18 meses para regularizar o título entre a última e a próxima eleição. Entretanto, para não fugir à regra, muitos deixaram para fazer isso nos últimos dois dias para findar o prazo. Resultado: penaram em filas quilométricas. Em 2.020 o caso se repetirá, com certeza.

 

Deputados vetam

 

Dezessete projetos tiveram vetos do Governo derrubados pelos deputados estaduais, esta semana. Entre esses estavam o que isenta veículos utilizados no Transporte Escolar do pagamento do IPVA, outro que obriga as emissoras de rádio tocarem músicas de artistas sergipanos e, ainda, aquele que estabelece o Dia do Capoeirista. Foi, sem dúvida, um verdadeiro “rabo de arraia”.

 

Invasão

 

A queda do edifico Wilton Paes de Almeida, em São Paulo, revelou, em seus escombros, algo que muitas pessoas já desconfiavam. Espertalhões cobrando aluguel de gente pobre e carente e que é usada como massa de manobra, em manifestações. O vento que venta lá pode estar ventando aqui. Não custa averiguar.

 

Se a canoa virar…

 

A Marinha do Brasil promoveu palestra para os pescadores da Colônia Z-8, em Propriá. O Capitão dos Portos de Sergipe, Alessandro Pereira, falou da importância do uso de colete salva-vidas pelos pescadores que trabalham nas águas do Velho Chico. Ao final do evento, os pescadores receberam esses equipamentos e agora vão pescar com mais segurança.

 

Por: César Cabral - 49ª Edição da Coluna na Gazeta de Estância
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