Oswaldo Freire da Fonseca Júnior*

À benção, bela Aracaju !

Manhã de 5 de outubro. Estou no antigo povoado do “cajueiro das araras”, em tupi-Aracaju. Tem o lema “Paz e Trabalho”. Em seus 181 km², na atualidade, habitam cerca de 650 mil e na Grande Aracaju, 950 mil. A capital da Província de Sergipe del Rei, teve suas ruas traçadas em forma a lembrar um tabuleiro de xadrez para facilitar o derramamento das chuvas no Rio Sergipe. Aqui lembro do armênio Levon Aronian, grande campeão da Copa do Mundo de Xadrez de 2017, que deságua suas jogadas rumo ao xeque-mate!!!


O conceituado médico, Francisco Guimarães Rollemberg, natural de Laranjeiras-SE, membro da Academia Sergipana de Letras, Senador Constituinte de 1988, me presenteou com no dia 5 de outubro com uma visita ao Tribunal de Contas do Estado de Sergipe. Nessa egrégia corte, fomos recebidos pelo ilustre Conselheiro Carlos Alberto Sobral de Souza, nascido em Aracaju. Ele foi três vezes presidente dessa importante instituição que julga os balanços contábeis dos administradores estaduais e dos 75 municípios sergipanos. Suas Excelências trocaram lembranças e estórias ocorridas no nosso Sergipe – que tem por limites, o oceano Atlântico a Leste e os Estados da Bahia, a Oeste e a Sul, e de Alagoas, a Norte, do qual está separado pelo Rio São Francisco.


Á benção, importante Velho Chico!!


“O Mar do Sertão” é um dos mais importantes cursores de água do Brasil e da América do Sul ao serpentear cerca de 2.700 km banhando 521 municípios em cinco Estados. Sua nascente é na Serra da Canastra, no município de São Roque de Minas. Nos dias presentes, até os pássaros voam num gorjear triste de sofrimento pelo Velho Chico. Porque? A realidade: muito seco, pouco peixe, mas continua com suas paisagens a clamar por socorro!!


A visita continua...


Ao lado do Cajinho, Antônio Carlos de Freitas, amigo de ambos, muito admirei da amizade que os une por décadas e da cultura deles. Antes de deixarmos o TCE-SE, o senador Rollemberg recebeu caloroso abraço do ilustre Conselheiro Carlos Pinna de Assis, também natural de nossa capital. Ele é membro da Academia Sergipana de Letras. Durante a conversa, Dr. Pinna, nos contou uma estória ocorrida no Senado do Império (1826-1889), descrita pelo Presidente da República, maranhense José Sarney. Após ter sido nomeado Senador do Império por decreto de Dom Pedro II, o Marechal Luís Alves de Lima e Silva (1803-1880) – o Duque de Caxias, também conhecido “O Pacificador”, apresentou-se a seu pai, general Francisco de Lima e Silva (1785-1853), também Senador Imperial: “vim tomar posse”. O afetuoso pai, olhando fixo em seus olhos, ressaltou: “primeiro, a benção”!!!


Excelente lição paternal, educativa e respeitosa.

A viagem


Saímos rumo à Linha Verde, sob a batuta de Antonio Santana, exímio motorista, que se inspira na destreza de Ayrton Senna (1960-1994) do Brasil, três vezes campeão de Fórmula 1. É conhecido por “Rei de Mônaco”, “Magic Senna”, ou “Rei da Chuva”. Santana, controlado, não passa dos limites registrados nas placas indicativas nas estradas e nas ruas urbanas.


Encontramos à direita, o Sítio do Terêncio, que apresenta o maior Festival à Fantasia do Brasil, constando no Calendário de Eventos de Sergipe. Neste ano, Ivete Sangalo, Léo Santana, Luanzinho Moraes, Mariana Fagundes, Gabriel Diniz e outros.


Assim viajamos pela Rodovia Camilo Calazans (1928-2012), que conheci na qualidade de presidente do Instituto Brasileiro de Café, e do Banco do Brasil.


Cruzamos o Rio Vaza-Barris (sua nascente localiza-se da Serra dos Macacos, sertão da Bahia, próximo ao município de Uauá), que é notável na história brasileira: a famosa Guerra de Canudos, no século XIX, liderada por Antônio Vincente Mendes Maciel (1830-1897), mais conhecido como Antonio Conselheiro, que se autodenominava “O Peregrino”, ocorreu à margens desse Rio, no sertão baiano. E qual origem do seu nome? No período da II Segunda Guerra Mundial, três navios brasileiros naufragaram nele. Muitos nativos viram barris afundando e vazando pelo Rio, assim ficou nominada.


Mais à frente, a Ponte Joel Silveira – renomado escritor sergipano, natural de Lagarto em1918 e falecido em 2007, na cidade do Rio de Janeiro. Ele participou da cobertura jornalística da II Guerra Mundial. Essa interessante obra arquitetônica diminue a distância do litoral Sul-sergipano com litoral Norte da nossa Bahia, Terra de Todos os Santos. Numa combinação de concreto e aço, sua estrutura oferece aspecto leve, diferentemente da tradicional com cem por cento de concreto.


Avançamos e alcançamos a Ponte Gilberto Amado (1887-1969) em homenagem ao ilustre escritor, nascido na nossa Estância. Ela cruza o Rio Piauí, que divisa a Capital de Indiaroba-SE. Em extensão de 1.712 metros e 14,2 metros de largura, é a maior ponte fluvial do Nordeste brasileiro, e desafoga o intenso trânsito da BR101. Também, essa arte é fruto da alma de engenheiros brasileiros.


Recordo-me do escritor irlandês George Bernard Shaw (1856-1950): “os espelhos são usados para ver o rosto, a arte para ver a alma”. Pura verdade.


À benção, querida Estância!!


Com enorme alegria, chegamos à Capital Cultural de Sergipe, onde nasceu Major Oswaldo, meu saudoso pai, que orgulhoso confirmava onde estivesse: “em amor á Estância, ninguém me excede.” O livro dele, Estância Folclórica, de 1977, prefaciado pelo nobre Senador da República, Francisco Rollemberg, relata com fidelidade (em crônicas publicadas na imprensa) a trajetória da sua infância dourada à beira de águas doces, salobras e salgadas e, pelas andanças diárias com amigos, em busca de caju, sapoti, cajá, pitomba, laranja de umbigo, mangaba, umbu, graviola, pitanga, manga espada, jenipapo, tamarindo, graviola, entre outras. 


Nesta visita, com os olhos tristes observei que as velhas casas e sobrados azulejados, na sua maioria de origem portuguesa, estão carecendo de cuidados e reformas. Com a palavra o IPHAN e as Secretarias Estadual e Municipal de Cultura.


O Rio Piauitinga nasce entre os municípios de Lagarto e Salgado e desagua no Rio Paiuí. Nessa riqueza, ele se banhou com colegas nos primórdios do século XX, ao lado da tradicional Fábrica de Charutos Walquíria, do inesquecível Raimundo Silveira, ex-prefeito municipal, e amigo pessoal do “Major do Povo de Estância”, como ele é conhecido em sua terra natal.


Vale um olhar no retrovisor do tempo. Criado em 1831, a Freguesia de Nossa Senhora de Guadalupe de Estância, desde 1575, esteve vinculada à histórica Santa Luzia de Itanhi ou Santa Luzia do Rio Real.
O nome Guadalupe, por ter vindo de Castelhano de origem árabe – “rio de amor” ou “rio de luz”, e Nossa Senhora de Guadalupe é Padroeira do México, da América Latina e de Estância – SE.


Há registro que o casal Pedro Homem da Costa e Mércia Cardoso, em 19 de junho de 1632, mandava erguer em Estância a Capela de Nossa Senhora de Guadalupe, a virgem morena, a matriz já graduada em 25 de setembro de 1831, em 1913, nela o menino Oswaldo Freire da Fonseca foi batizado e tornou-se mais tarde, coroinha do Monsenhor Victorino Corrêa Fontes (1895 – 1933).


Sua criancice foi feita com dezenas de brincadeiras de raízes culturais, históricas e de culinárias, cada pé de fruteira da “malhada do seu Ângelo” tinha um nome posto por sua mãe “ Moça”, era localizado na Rua do Sangue, hoje, Rua Major Oswaldo Freire da Fonseca, na placa seu dito eternizado: “em amor à Estância ninguém me excede”. Foi cognominado pelo saudoso Jornalista Carlos Tadeu: “Major do Povo”.
Ele andava, ao lado de Elísio Matos (avô da sua amiga Neline), Frederico Camelier (que conheci em Belo Horizonte, como gerente geral da Nestlê) e outros garotos da “Escola do Professor Patacão” e ainda tinha tempo para dar de comer a enfermos e banhar defuntos pobres. Algumas amigas de minha avó “Moça”, referindo-se a meu honrado pai, dizia: “menino bom, não cria”.


Já mais graúdo, tinha a companhia constante do dedicado menino João Batista de Oliveira Santos, o respeitado Jornalista João de Agiu.


Em 1965, visitei pela primeira vez, a nossa querida Estância, ao lado do meu generoso pai e ficamos hospedados na Casa Paroquial, como convidados do Monsenhor José Paes de Santiago (1952 - 1970), grande figura e exemplo servo de Deus.


O Major Oswaldo dizia que para entender a cultura do povo era preciso visitar a Igreja (como os santos são venerados), o Mercado Municipal (como se alimenta) e o Cemitério (como os vivos tratam de seus mortos). Tínhamos três semanas para cumprir os roteiros, após o café da manhã com o Monsenhor Santiago, pastor de poucas palavras, mas sempre serenas, saímos em companhia de seu João de Agiu, Elísio Matos e de outros colegas da sua infância simples, todavia dourada.


Ao visitar a Catedral Diocesana, consagrada em 30 de abril de 1960, pelo Santo Papa João XXIII, conhece o sacristão Jacó, seu nome completo Jacob Melo Rocha, sempre calado e discreto, fomos rezar e agradecer a Deus nas Igrejas do Rosário, do Amparo, do Bonfim, de Boa Viagem, das Graças, de Fátima e outras. 


Se existe o Mercado Modelo de Salvador (BA) é o Mercado Ver-o-Peso de Belém (PA), a nossa Estância tem o Mercado Municipal, localizado na Praça da Bandeira. São pontos de encontro da comunidade e visitantes. Seus prédios são repletos de histórias e alimentos, que se tornaram atrações turísticas. 


Como comprovação disso, às 7h do sábado (6), muito apreciei o robusto café nordestino, no Mercado Municipal Augusto Franco, de Aracaju, como convidado do Senador Francisco Rolemberg. Lá, encontramos vários admiradores desse honrado político sergipano, que faz falta no quadro do atual Senado da República. Ele ainda é procurado por parlamentares e servidores sobre determinadas pautas pelo seu equilíbrio e decência. Também presentes, seu filho Francisco Vianna Guimarães Rolemberg e Antonio Carlos de Freitas (Cajinho).
Nos Cemitérios Municipais estão as sepulturas dos nossos mortos. Com certeza, a nossa última morada, se existe o Recoleta, em Buenos Aires e o Pére – Lanchaise, em Paris, nós temos o Cemitério Nossa Senhora da Piedade.

À benção, generoso Oliveirinha Gabirú!!

Em 19 de janeiro de 1860, Dom Pedro II ao percorrer as ruas e adentrando em casas e escolas, e encantado com a exuberância da natureza local, nessa visita imperial denominou Estância como Cidade Jardim de Sergipe. Fomos diretos à Farmácia Estanciana, do casal Afonso Oliveira e Edneusa, pessoas do coração. Lá estavam também, seus filhos e netos. Quantos abraços!! Matamos um pouco da muita saudade!! É verdade, que o destino nos une e separa, mas não há força que nos faz esquecer daqueles que admiramos. Meu primo Edgar Figueiredo Bartolomeu, médico e Diretor Clínico da Santa Casa de Misericórdia, onde o Major foi provedor por oito anos consecutivos e depois prefeito municipal Jacutinga-MG, frequentemente diz: ”saudade é o preço que se paga por viver momentos inesquecíveis ao lado de pessoas que gostamos”. Ele tem razão.


Depois rumamos para o almoço, no “Restaurante Barrigas”, de propriedade da empresária Carmem Costa, com a agradável companhia do afamado radialista Magno de Jesus, que chegou de Santa Luzia de Itanhi. No final deste ano, colará grau de bacharel em Direito. Com certeza, será um advogado de “mão cheia”, ético, competente e dedicado. Ele terá a luz da fonte de Tobias Barreto (pensamento jurídico) Silvio Romero (filosofia do Direito), Gilberto Amado (cível), Carlos Ayres Britto (constituição), Édis Milaré (meio ambiente), Marcelo Ferro (cível), Marcio Thomaz Bastos (penal), Sérgio Bermudes (cível), José Roberto Opice (finanças), Paulo Valois (infraestrutura), Jairo Saddi (contrato comercial), dentre outros.


Durante a refeição, ouvimos e nos divertimos com casos e causos regionais. O senador Rollemberg nos brindou com vários. Um deles, o médico Valter Cardozo, ex-prefeito de Estância, foi seu colega de internato no tradicional Colégio Tobias Barreto (1839-1889) – homenagem ao grande jurista e patrono da Cadeira 38 da Academia Brasileira de Letras –, no centro de Aracaju. Havia o aluno Cleto, que surrava os colegas, quando desobedeciam sua ordem. Em determinado dia, repetiu a dose com Valter, que se revoltou diante da covardia. Num ritmo de torcida organizada, os colegas gritavam: “Surra!! Surra, o Cleto!! Surra!!”. Ele surrou mesmo. O resultado: Cleto nunca mais surrou ninguém!!


Magno de Jesus, nos relatou o êxito da sua famosa realização profissional – 11º Encontro das Filarmônicas de Estância, que tradicionalmente conta com a presença de bandas do interior do nosso Sergipe: Estância, Tobias Barreto, Lagarto, Boquim, Arauá, Itabaianinha, Poço Verde, Propriá, Frei Paulo e Santa Luzia do Itanhy. As filarmônicas convidadas: Simão Dias, Malhador, Rosário do Catete e Maruim, não puderam comparecer por falta de apoio financeiro para o transporte. 


Parabéns, Magno!!


Merece destaque a criação e o funcionamento das atividades da Associação Musical Lira Carlos Gomes, fundada em 3 de outubro de 1879, é regida a mais de 20 anos pelo maestro Claudemiro Xisto dos Santos e presidida por José Felix. As autoridades públicas de Estância e de Sergipe, não devem esquecer que no ano de 2029 será celebrado os 150 anos da nossa tradicional Filarmônica!!! É importante que se constitua uma Comissão para os Festejos deste notável evento!!


Esse importante evento poderia constar no Calendário de Eventos Culturais do Brasil (com a palavra os executivos e parlamentares de Sergipe) e ocorreu dia 30 de setembro de 2018. Dia de São Jerônimo, nascido na Croácia, no ano de 347, que devotou sua vida ao estudo e divulgação do cristianismo. Com esse mesmo sentimento o escritor, vereador professor Dionísio de Almeida Neto, lançou sua reconhecida obra “A Luz da Fé no jardim de Sergipe”, riquíssimo documentário sobre aspectos históricos do catolicismo em Estância – SE no período de 1632 a 2003.


No retorno à Aracaju, o senador Rollemberg descolou uma fita com belas melodias. Muito apreciei e recordei do filósofo alemão Friedrich Nietzche (1844-1900) que afirmava em suas caminhadas por Weimar, na Saxônia: “sem música, a vida seria um erro”.


Há escritos que “a vida é uma viagem que deve ser desfrutada plenamente. Aproveite o caminho para saborear o que ela lhe oferece”.


Em toda viagem pelo Brasil e no exterior, a gente descobre algo novo para entender um pouco mais da vida e saborear as oportunidades que ela nos oferta. Aquele que não se encanta com uma música de qualidade, um bom livro, uma boa companhia e uma interessante viagem, perde um pouco do seu viver, mas tudo depende do estado de espírito no cotidiano. Assim viajar não é despesa, é investimento, é necessidade, não importando a distância nem os horizontes.


Certa vez, a professora Eleanor Roosevelt (1884-1962), na Casa Branca, em Washington, nos EUA, escreveu: “o propósito da vida é viver, experiência-la ao máximo, agarrar avidamente e sem medo, experiências ricas e novas”.


Certifico o conceito do meu amigo advogado Irmo Zuccato Filho, da cidade de Socorro-SP: “a vida não pode ser economizada para o futuro, pois ela sempre acontece no dia presente”. Assim, também acreditava o poeta romano Horácio (65 a.C. – 8 a.C.), que vez ou sempre afirmava: “Carpe diem”, que significa aproveite a vida ou colha a vida.


Com certeza, a cada viagem, acrescentamos experiências enriquecedoras e hodiernas lições de vida. E não é importante apenas o destino, todavia o mais significante é com quem você viaja nesse mundo multifacetado e plural, deixando para trás a palidez dos dias cinzentos.


Que a boa surpresa se faça presente em sua vida, prezado (a) leitor (a) de uma forma especial, assim como você tem sido ao longo dos anos. E não se esqueça do seu espírito aventureiro que pode trazer mais dias a sua existência.

À benção, talentosa Judite Melo!!

Após o almoço, nós quatro fomos visitar Dona Judite Melo (nascida em 1925), a maior santeira do Brasil. Tão pequenina de estatura, mas tão grande de criatividade e talento. Suas obras são reconhecidas no Brasil e no exterior. Ela nos recordou que foi o Major Oswaldo, que a projetou no mundo cultural, com dois artigos publicados no Jornal de Notícias, da cidade do Rio de Janeiro, na época, Capital da República, ela afirmou: “a partir daí as encomendas não paravam de chegar”. O “Major do Povo de Estância”, ficou todo vaidoso por ter ajudado sua querida amiga de tantas primaveras!!


Na manhã de 18 de janeiro de 2015, escrevi o artigo “Judite Melo: escultora estanciana de fama internacional”, publicado na mídia. Tudo que lá escrevi, repito aqui. E seu ateliê continua funcionando na Rua Zeca do Forte, no bairro Cidade Nova.


Estamos na espera do documentário “História de Judite Melo”, um curta-metragem, idealizado pela Fátima Goes e Gabriela Caldas.

À benção, Mestre João de Agiu!!

Na tarde de domingo, dia 7, fui ao Hospital Primavera, no Bairro Jardins, de Aracaju, visitar o nobre cidadão João Batista de Oliveira, o mestre João de Agiu, grande amigo do Major Oswaldo, desde a infância. Com 95 anos de idade, estava muito adoentado. 


Com zelo, com amorosidade ao valoroso ancião, lá encontrei-me com as filhas Terezinha (aposentada do Banco do Brasil) e Janete (professora aposentada do Estado) e os netos: Edson (servidor público municipal e contador), Tiago (engenheiro florestal), Marília (doutora enfermeira), Carla (educadora física), Eduardo (confeiteiro). Pessoas agarradas em mim que nem caxinguelê. 


Com profundo pesar registro a perda do nosso amado Mestre João de Agiu no dia 21 de outubro do corrente ano. Ele era a memória viva de Estância, uma verdadeira enciclopédia caminhante e certeira. Conhecia toda a história de nosso povo, da alegria à tristeza, desde os anos 20 do século XX até 2018 desde século.

Muitas saudades Mestre João!! Aonde estiver aceite dois fraternos abraços, um do major Oswaldo e outro meu.


Dois emocionantes registros na derradeira homenagem ao Mestre João de Agiu, organizada pelo conceituado radialista Magno de Jesus. O primeiro com a presença do Maestro Aldo Silva, da Lira Maestro João Bonifácio, de Santa Luzia do Itanhi, que executou com seu trompete a famosa canção norte-americana intitulada “Toque do Silencio”, de Horace Lorenzo e Daniel Butterfield, usada desde 1862 em funerais de pessoas ilustres dos EUA. O segundo a bela oração do pesquisador e professor Acrísio Gonçalves, que embotado do sentimento sergipano, teceu louvores a extraordinária trajetória cívica do nosso sempre querido Mestre João de Agiu.

Lembro-me do pensamento do empresário e pastor evangélico, Ricardo Austragésio: “escolha bem suas amizades pois você será bem parecido com elas”.

Aqui também realço o valor de uma amizade de mais 55 anos, que estabeleci na Universidade Federal do Paraná e a mantenho viva até nos dias de hoje, com meus amigos de Curitiba - PR: Fernão Accioly Rodrigues da Costa (Engenheiro Agrônomo), Francisco Alberto Vieira de Araujo (Economista), Henrique Alberto Mhel (Engenehiro Agronômo), Luis Piloto Junior (Professor), Renato Muller (Cirurgião Dentista), Luiz Claudio Mhel (Engenheiro Civil), Luiz de Gonzaga Guimarães (Médico) e Juarez Accioly (Engenheiro Civil). Que me propiciou ser parecido com eles.

À benção, querido Brasil !!


(*) Engenheiro Agrônomo, Escritor e filho do Major do Povo de Estância!