A necessidade da Reforma da Previdência é coisa das antigas. O problema é que quando um Governo tenta realizá-la, a oposição (seja quem quer que lá esteja) vota sempre contra e tenta travar o seu andamento.

Acontece que o momento agora é bem diferente: ou vai ou racha. Segundo especialistas, não há outra saída. Mais do que ninguém, os governadores sabem disso. E sabem, também, que o ônus e o bônus virão para todos, indistintamente, mais cedo ou mais tarde. E tem mais: qualquer que seja o modelo, se receber muitas emendas acabará tornando “a emenda pior do que o soneto”. O tempo urge, sem “mimimi”


Agora é que são elas


A possibilidade de a delegada Daniele Garcia ir para o Ministério de Justiça causou um certo alvoroço, aqui em Sergipe. Indo para Brasília, ela irá trabalhar com a delegada Erika Marena, que recentemente atuou por aqui. Ambas têm investigações não concluídas e que podem ser retomadas com muito mais força.

 

Caras metades

 

Sobre a transferência dos R$ 11 milhões feita pelo TCE ao Governo do Estado, existem duas dúvidas atrozes. Clovis Barbosa, Conselheiro que liberou a grana, afirma que, com esses recursos, o Governo do Estado adquiriria uma Usina de Asfalto, pela metade do preço. Já o governador Belivaldo Chagas, categoricamente, disse que é possível comprar uma Carreta da Saúde da Mulher, pela metade do preço desta que está sendo oferecida. Danou-se!


Carga pesada


Se um caminhão de problema já é ruim, imaginem uma carreta. Pelo andar da carruagem, esse veículo ainda vai dar o que falar. Não se vê, no momento, disposição das partes envolvidas pegar uma mão única, nessa questão. Enquanto isso, as mulheres continuam sofrendo, com um Hospital do Câncer que não anda e com uma carreta que não sai do lugar.


Três décadas


O Hospital João Alves Filho completou, na última quinta (7/02), 32 anos. Nenhuma atividade marcou a data festiva de tão importante Casa de Saúde. Trata-se da maior Unidade de Saúde Pública de Sergipe que, ao longo desse tempo, teve vários incrementos, inclusive a troca do nome. Coisas da política.


Cada um na sua


O senador de Goiás, Jorge Kajuru, votará sempre aberto e de acordo com a vontade dos seus seguidores manifestadas pelas redes sociais. Foi assim na votação da Mesa e será sempre nas questões polêmicas. Já o senador sergipano Rogério Carvalho (PT), afirma que não há democracia sem voto secreto.


Boa estreia


O senador por Sergipe, Alessandro Vieira, marcou presença na primeira Sessão do Senado com posição firme contra aquela bagunça ocorrida durante a eleição da Mesa. Também está se destacado por conseguir assinaturas suficientes para instalar a tal CPI da Lava Toga, que visa os Tribunais Superiores. Ninguém acredita que a Comissão prospere e chegue a lugar algum. Alguns ministros classificam como uma exibição circense. Senadores mais antigos esperam que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre tenha mais juízo, e não toque esse bonde.


Exército do Surf


O advogado Henry Clay deverá ser candidato a prefeito de Aracaju. Recentemente, esteve em Salvador, onde participou de um Congresso da UNE. No meio da estudantada, deve ter se lembrado do refrão do hit da Wanderléa: “Nós somos jovens, jovens, jovens…” Pelo menos, espírito ele tem.


Mudanças à vista


Na próxima semana, o governador Belivaldo Chagas deverá anunciar mudanças no segundo escalão. Carlos Melo retornará ao comando da DESO e o DETRAN terá novo presidente. Neste último caso, a mudança foi costurada no final do ano passado. Além dessas, outras acontecerão, também.


Vale a pena ver de novo


E a novela política envolvendo o Bole-Bole e Saramandaia está sendo reprisada em Brasília. Os parlamentares Gustinho Ribeiro (SD) e Fábio Reis (MDB) trocaram farpas pelas redes sociais bem ao estilo lagartense. Isso foi só o começo. Aguardem os próximos capítulos.

 

E agora, José?


O Ministério Público entrou com Ação Civil Pública com pedido de Tutela de Urgência, para que a Assembleia Legislativa convoque, no prazo de até 90 dias, todos os aprovados no Concurso Público até o preenchimento completo das vagas existentes. De quebra, pede que durante esse período (90 dias) a Assembleia não nomeie nenhum servidor comissionado. Mais uma bronca para Luciano Bispo resolver.


Por: César Cabral - 74ª Edição da Coluna na Gazeta de Estância
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.