O Dia Internacional do Beijo é comemorado mundialmente em 13 de abril. Beijar é tudo de bom, mas é bom saber que a mononucleose é uma doença infecciosa causada pelo vírus Epstein-Barr, da família do vírus do herpes.

Geralmente acontece em jovens entre 15 e 25 anos. A mononucleose é transmitida pelo contato íntimo de salivas, por isso também é conhecida por doença do beijo ou virose do beijo.

 

Pode ser confundida por qualquer outra virose por apresentar os sintomas gerais como: dor de garganta, fadiga, linfonodos inflamados (ínguas), tosse, perda do apetite, edema palpebral, aumento de fígado e do baço. Estes sintomas aparecem depois de quatro a seis semanas do contágio e podem durar de duas semanas até um mês. É uma doença benigna e auto limitada, mas em alguns casos, os quadros são mais intensos e prolongados, a febre é alta e custa a desaparecer, o que assusta muito os pacientes e seus familiares.

 

Diferentes das doenças bacterianas, as doenças virais provocam febre contínua, que persiste por 24 horas, certamente com oscilações e elevação maior da temperatura no final da tarde e começo da noite. O normal é a febre desaparecer em cinco dias, uma semana, mas pode perdurar por semanas, mesmo que o paciente esteja tomando erradamente antibiótico, e isso preocupa os familiares e o doente. Convém salientar que o uso de antibiótico pode causar exantema (placas vermelhas na pele).

 

O vírus da mononucleose é muito sensível às condições ambientais, de maneira que permanece viável por curto intervalo de tempo, o que dificulta sua transmissão se não houver contato muito estreito entre as pessoas, o que torna difícil a contaminação dentro do ambiente doméstico.

 

Porém, o vírus é eliminado pela saliva do doente contínua ou intermitentemente, por períodos que podem chegar a um ano, um ano e meio ou mais. Isso explica por que é praticamente impossível evitar que, ao longo da vida, a pessoa entre em contato com o vírus e por que a maioria dos adultos tem exames laboratoriais, mostrando que já foi infectada por ele. Quando adultos fazem esse exame, a maioria fica sabendo que foi infectada pelo vírus e teve a doença no passado sem se dar conta, pois os sintomas foram confundidos com os de infecções banais comuns na infância e na adolescência.

 

Finalizando é conveniente sugerir que os adultos que já beijaram muito e podem ser portadores do vírus Epstein-Barr, não beijem seus filhos na boca. A mononucleose é uma virose comum, mas em criança pode ser mais agressiva, e complicar condições anormais preexistentes. Quanto ao beijo apaixonado dos namorados, é melhor arriscar e beijar muuuito.

 

MARTA ANGÉLICA LIMA OLIVEIRA

GINECOLOGISTA E OBSTÉTRA – CLÍNICA MED CHECK-UP- ESTANCIA

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Colaboradora da Gazeta de Estância