Em 5 de maio o Ministério da Saúde comemora o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos.

A Organização Mundial de Saúde afirma que o uso racional de medicamentos exista quando pacientes recebem medicamentos apropriados para suas condições clínicas, em doses adequadas às suas necessidades individuais, por um período adequado e ao menor custo para si e para a comunidade.


No Brasil, pelo menos 35% dos medicamentos adquiridos, são feitos através de automedicação. Os medicamentos respondem por 27% das intoxicações no Brasil e 16% dos casos de morte por intoxicações são causados por medicamentos e os hospitais gastam de 15 a 20% de seus orçamentos para lidar com as complicações causadas pelo mau uso dos mesmos. O uso racional de medicamentos envolve pacientes, profissionais de saúde, legisladores, formuladores de políticas públicas, indústria, comércio, governo.


São orientações da ANVISA:


Automedicação - Os medicamentos de venda livre não precisam de receita para serem comprados. Eles ficam nos balcão das farmácias e drogarias. Mas venda livre não quer dizer consumo livre. Se o mal-estar continuar, procure um médico. O consumo desses medicamentos por muito tempo por mascarar os sintomas de um problema de saúde mais sério.

 

Água - Comprimidos ou cápsulas devem ser tomados com água, porque são fabricados com tecnologia para reagir quimicamente com a água. Um copo cheio é o necessário para que o líquido dissolva a medicação.


Leite - Um remédio só deve ser tomado com leite se houver recomendação médica. O leite possui muito cálcio e isso interfere no efeito do remédio. O mesmo acontece com antiácidos ou efervescentes que possuem alto índice de cálcio. Por isso nunca tome um antiácido junto com outro medicamento.


Plantas - As plantas também são remédios. Muitos medicamentos são feitos a partir delas - são os chamados fitoterápicos. Até mesmo o chazinho caseiro deve ser tomado com critério. Não misture chá com remédio. Além de um anular o efeito do outro, juntos eles podem causar intoxicação. Lembre-se, fitoterápico é medicamento, por isso é preciso tomar com orientação.


Álcool - A ação de muitos remédios pode ser alterada ou até anulada por outros medicamentos, alimentos ou bebidas alcoólicas. A chamada interação medicamentosa pode causar alergia, intoxicação, dores de estômago, disfunções intestinais e até problemas mais graves.


Vitaminas - Recorrer à suplementação alimentar como fonte de vitaminas e sais minerais é uma alternativa adotada por muita gente. O organismo só absorve a quantidade de que precisa e elimina o resto. O excesso pode levar à formação de pedras nos rins e na vesícula.


Uso Pediátrico - De jeito nenhum dê a uma criança um medicamento indicado para o uso de adultos, quando existe a fórmula pediátrica para o mesmo medicamento. A quantidade de substâncias químicas é superior àquela usada na fórmula dos remédios infantis. Dar remédio de adulto para criança pode causar problemas de saúde.


Aleitamento - A fase da amamentação é muito importante para a mãe e o bebê. O que a mãe come, toma ou até sente, pode ser passado para a criança através do leite. Avise ao médico que está amamentando, só tome remédio com orientação médica.


Superdosagem- Confira sempre a dose do remédio antes de tomá-lo especialmente os que são líquidos ou em gotas. Nunca substitua os copinhos ou as colheres-medida que vêm na embalagem por outras.


Antibióticos - O medicamento somente deve ser tomado conforme prescrito pelo seu médico, na hora correta e durante o período de tempo indicado para o tratamento. No caso dos antibióticos, não interrompa o tratamento. Isso pode criar resistência nas bactérias e a doença voltar mais forte e não ceder à medicação.


Validade - Cuidado para não tomar remédio vencido. Muitas vezes, o medicamento fica guardado em casa por muito tempo. Antes de tomar um deles olhe sempre a data de validade. A data de validade também deve ser observada na hora de comprar o remédio. Tomar medicamento vencido pode causar intoxicação.


Desconfie... - De fórmulas secretas; dos medicamentos perfeitos que servem para tudo; das curas milagrosas prometidas em propagandas; dos remédios que prometem emagrecimento rápido e sem esforço; dos medicamentos que sugerem milagres de rejuvenescimento e dos remédios que prometem fazê-lo deixar de beber ou de fumar em poucos dias sem nenhuma dificuldade. (Assessoria de Imprensa da Anvisa)


MARTA ANGÉLICA LIMA OLIVEIRA
GINECOLOGISTA E OBSTÉTRA – CLÍNICA MED CHECK-UP- ESTÂNCIA
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Colaboradora da Gazeta de Estância