O deputado federal Valdevan Noventa (PSC-SE) destacou na quarta-feira, dia 4, o problema enfrentado pelos produtores de coco verde no estado de Sergipe. Os produtores atravessam uma crise sem precedentes na história estadual.


A unidade de coco, que no ano passado valia R$ 0,060, está sendo vendida a R$ 0,50. Em algumas fazendas, o valor baixou para R$ 0,40. “A explicação para essa baixa no preço foi a queda na demanda pelo fruto. O produtor de coco escoa o fruto de duas formas: vendendo para a população do próprio estado e exportando para São Paulo. Este ano, em razão das chuvas no Nordeste e do inverno mais rigoroso nas regiões Sul e Sudeste do país, as compras diminuíram”, explicou Valdevan Noventa.


Para ele, o resultado foi desastroso nas fazendas produtoras. Sem venda, os frutos se acumulam nos cachos. Passam a ser colhidos tardiamente. “Fruto colhido muito tarde passam da época de venda e são considerados como de baixa qualidade. Ainda podem ser vendidos, mas por preços mais baixos”, disse Noventa.


Valdevan afirma que se faz necessário adotar políticas públicas urgentes, como as de incentivo ao consumo, ou outros incentivos que estejam ao alcance do governo, para fortalecer o agronegócio do coco. “Os produtores não têm condições de suportar por muito tempo as más condições a que estão sendo submetidos pela atual conjuntura. Mantenho a esperança de que os investimentos do agronegócio no estado de Sergipe não sejam em vão”, disse.


Segundo o deputado, os transportadores também foram abalados pela crise. “As viagens das fazendas de Sergipe para São Paulo, por exemplo, caíram de três para duas viagens por mês. Nem mesmo os transportadores para Aracaju escaparam. De Seis viagens por semana, eles passaram a realizar somente quatro. Houve um declínio súbito na renda do transportador”, argumentou Valdevan Noventa.


“A qualidade do coco de Sergipe é inigualável. Na região de Neópolis, plantam-se os melhores cocos do mundo. O efeito da água de coco na saúde já está comprovado. Entre outros benefícios, ela ajuda a controlar a pressão arterial, combate o colesterol, e até diminui o risco de câncer. O consumo pela população deve ser incentivado”, disse Valdevan.

 

Da Assessoria