Logo após a crescente de nomes de caciques políticos que surgem nas investigações feitas pelo Ministério Público, por intermédio do procurador Janot, eclodiu nas ruas os movimentos populares contra as reformas do  governo Temer, principalmente a relacionada à Previdência Social.

 

Mera coincidência ou não, tal fato atinge  em cheio e fragiliza ainda mais um governo que tem como base de apoio assim como o seu antecessor, sem ingressar na questão da legitimidade, um congresso composto  em boa parte por parlamentares corruptos e por uma gama de executivos como   -prefeitos, governadores e presidentes -  envolvidos em roubos semelhantes aos denunciados pela operação da Lava Jato com uma lista cada vez mais interminável  de líderes partidários e alguns até com pretensão de serem presidenciáveis nas próximas eleições.

Em meio aos escandá- los  surge na ruas a força do povo no protesto as medidas  reformistas impopulares. E bom lembrar que no governo de Dilma as reformas previstas no melhor momento político para serem apresentadas, discutidas e aprovadas no Congresso Nacional, porém não foram avante e colocadas em apreciação pelo parlamento em razão do processo de impeachment. As reformas eram favas contadas ou adviriam do governo popular, petista ou do neoliberal sem legitimidade   Temista.

O quórum diante da reação popular fica muito mais distante de ser obtido  no  Congresso., Some-se a isso,  as manifestações populares, a grave crise fiscal permanente e a proximidade das eleições gerais de 2018 que retiram a força  do intento dos reformistas. Cabe afinal questionar o que  seria mais reacionário: a mesma reforma em tela ser feita  por  um governo legítimo esquerdista ou por um previsível governo neoliberal golpista?

As diferenças entre o governo do bem estar social petista e do governo do Estado mínimo do PSDB são bastante claras e só não as enxergam os apaixonados ideológicos das duas correntes doutrinárias. Não cabe aqui pormenorizá-las, o que não os distinguiriam um do outro.
Quanto ao perfil corrupto  são irmãos siameses, pois até, até carne podre com data vencida era vendida por um governo progressista  para povo consumir. Só a força das ruas pode estancar governos assim, já que não vivemos no estatismo autoritário dos anos 30 ou 70 e sim em um Estado Democrático de Direito, conquistado com histórias de lutas populares  para poder exercer o pleno exercício da cidadania.

Por Antônio Barbosa - Advogado Formado pelo UFS