O Tribunal Superior Eleitoral decidiu não juridicamente, mas politicamente o julgamento da chapa Dilma e Temer, tal decisão fará o poder judiciário perder a credibilidade e o respeito no meio jurídico, com a sociedade brasileira e porque não dizer, no ambiente internacional.

O presidente do TSE, o senhor Gilmar Mendes, de forma escandalosa e sem nenhum escrúpulo, na verdade, no voto que proferiu não estava vestido de toga, mas com a camisa do 15 do PMBD e do 45 do tucanato.


A oposição que também que não pensa no Brasil, principalmente o PT, mas no seu umbigo, torcia além da cassação, mesmo que torasse Dilma tornando-a inelegível, por uma eleição direta aproveitando a carona do sentimento popular.


No momento em que nos quadros partidários em sua grande maioria, não teria opção para uma disputa eleitoral, no tocante aos líderes principais, recheados de corruptos e ladrões respondendo algum tipo de processo ou denúncia, o maior exemplo é Lula, tem popularidade, mas uma reeleição de Lula seria temerário para o país, Lula no poder estaria ladeado de muitos ratos ao seu redor e que se diga, fomentados por ele.


Neste momento ninguém pensou no Brasil, os oportunistas rasgam a constituição a todo instante de instabilidade política, eleição indireta agora é golpe pra uns, pra outros não, o discurso é de acordo com as suas conveniências, é assim que caminha o Brasil que nos últimos anos poucos presidentes eleitos conseguiram terminar o mandato outorgado pelo povo, uns por morte, outros por golpe e outros por impeachment, é só fazer um breve estudo da história política e constatar tal fato.


A proximidade das eleições de 2018 e a volta da estabilidade econômica são indicadores de que e ruim com Temer, pior seria sem Temer, a atuação da Policia Federal, do Ministério Público e de boa parte da Justiça Brasileira trouxeram esperança para o povo no controle e punição dos corruptos que gerenciam orçamentos públicos de forma direta ou indireta.


Tal fato não acontece com os partidos políticos, para o povo, além de não acreditar nestas instituições, fica até difícil saber em quem votar com mais de trinta siglas com registro no TSE e com tantos líderes partidários de diversas siglas envolvidos em falcatruas.


Em síntese, só pensam neles, ninguém tá pensando no Brasil, com respeito às devidas e poucas exceções. O erro da decisão política de Gilmar Mendes, com o seu voto de Minerva, poderá ser a salvação para o Brasil diante da crise que os abutres de tudo que é lado, querem se aproveitar. Quer mais?


Por: ANTONIO BARBOSA, advogado formado pela UFS
Colunista do portal Gazeta de Estância