Os dirigentes do Sindicato dos Servidores Públicos dos Poderes Executivo e Legislativo de Estância e Arauá do Estado de Sergipe – SINDSEME, Carlito Lemos, Maria de Fátima e Raymundo Coentro, além da representante de base Elisangela dos Santos, em audiência com o prefeito de Arauá, José Ranulfo dos Santos.

 

A reunião aconteceu na última terça-feira (06/06/2017), no gabinete do gestor, os dirigentes reiteraram que têm uma pauta posta (campanha salarial) construída democraticamente em instância da categoria e é preciso que a municipalidade se manifeste o mais rápido possível no sentido de apresentar uma contraproposta.


O prefeito fez um relato de como encontrou o erário, das dificuldades financeiras para administrar e do ambiente de incerteza que está mergulhado o país, e que só dará reajuste se tiver condições de pagar. Segundo o chefe do Executivo, quem estiver insatisfeito que peça para sair.


“Eu pago pouco, mas quero pagar em dia. Eu sou pé no chão, prefiro pagar pouco, mas em dia”, disse.


O presidente do sindicato, Carlito Lemos, disse que o discurso do prefeito não se sustentava de pé, e que contrastava com as informações contidas no site da própria Prefeitura e de órgãos de controle externo que indicam excesso de gasto com pessoal/ cargos de confiança e contratos que ultrapassam a monta de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais). E que era inaceitável essa gastança em detrimento de uma sociedade excepcionalista dependente dos serviços públicos e dos direitos dos trabalhadores.


Falou ainda que a discussão em entorno da campanha salarial não se esgotaria ali, mas que era necessário desde já, que o político do governo “prefeito” assumisse alguns compromissos e verbalizou: 1 - enxugar a folha de pagamento/ demitir cargos de confiança e contratos; 2 - apresentar um cronograma para as convocações dos aprovados no concurso; 3 - cumprir a lei do plano de cargos e salários; 4 - não judicializar ou encaminhe para a Câmara projeto que revogue os efeitos da lei que instituiu o plano de carreira do funcionalismo e 5 – o pagamento dos salários devidos de dezembro aos servidores lotados na Secretaria de Educação.


O Ranulfo argumentou que enfrentaria dificuldades em fazer as demissões em massa, mas que em 60 dias, no máximo, tomaria as medidas administrativas que otimizaria a máquina e reduziria o gasto com pessoal e estaria estudando uma proposta para apresentar.


Ao término, os dirigentes informaram que estarão submetendo em assembleia aos servidores o exposto.


SINDSEME,
MUITAS LUTAS, MUITAS CONQUISTAS!
ASCOM